
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve pedir a Donald Trump em reunião prevista para esta quinta-feira em Washington ajuda dos Estados Unidos na prisão do empresário brasileiro Ricardo Magro. Dono do grupo Refit, que controla a refinaria de Manguinhos, RJ, Magro é acusado pela Polícia Federal de liderar fraudes bilionárias no mercado de combustíveis. Magro vive em Miami desde a década passada. Segundo assessores presidenciais, há uma perspectiva de que Lula fale do empresário no contexto de combate ao crime organizado no Brasil, um tema de interesse da Casa Branca que avalia classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
Para o público interno, a mensagem desejada pelo Palácio do Planalto é que o petista busca chegar no andar de cima da corrupção e do crime organizado, fortalecendo seu discurso na área de segurança. A Refit foi alvo da PF na megaoperação Carbono Oculto e teve sua refinaria interditada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). O grupo empresarial de Magro é acusado de fazer parte de um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. A PF argumenta que as fraudes envolvem criação de empresas de fachada, fundos de investimento e offshores com conexões com o crime organizado.
Magro afirma ser alvo de perseguição e nega ligação com organizações criminosas. Em entrevista à Folha de S. Paulo no ano passado, ele declarou que sofre ameaças e que suas empresas não praticam sonegação, mas contestam valores cobrados pela Receita Federal. Apesar das acusações, não há mandado de prisão em aberto contra ele e nem.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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