
A paraense Graziella Monteiro, de 26 anos, foi coroada Miss Universe Trans Brasil 2026 no final de setembro, em Porto Alegre (RS). Natural de Belém, Graziella conquistou o título nacional em sua segunda participação no concurso e pretende utilizar a visibilidade adquirida para combater o preconceito e criar oportunidades para mulheres transgênero. “Quero que minha história mostre que podemos ir além das expectativas e construir um futuro com dignidade, liberdade e oportunidades”, afirmou a miss, destacando seu propósito ao assumir a coroa.
A vitória de Graziella se deu após uma primeira participação no ano anterior, em que obteve o quarto lugar. “Voltei em 2026 com mais experiência, maturidade e determinação, até conquistar o título”, relatou a miss. Segundo ela, a experiência anterior a ensinou a lidar com dificuldades sem abrir mão dos objetivos. “O importante é não permitir que uma dificuldade determine o nosso destino”, declarou, reforçando a importância da resiliência.
Na final do concurso, outras participantes também se destacaram. Lauany Cardoso, do Amapá, ficou em segundo lugar e levou a coroa de Miss Universe Trans Américas, enquanto Maju Silva, do Rio Grande do Sul, ocupou a terceira posição. Geovanna Sales, de São Paulo, foi a quarta colocada. A amazonense Stephany Vilaça, Miss Universe Trans Brasil 2025, encerrou seu reinado e passou a coroa para Graziella.
Para Graziella, a conquista representa a realização de um sonho e a oportunidade de mostrar que mulheres transgênero podem ocupar espaços de destaque e inspirar outras pessoas. A trajetória até a coroa exigiu dedicação, preparação e equilíbrio emocional. Com a nova visibilidade, a miss pretende defender os direitos das pessoas trans e ampliar oportunidades em áreas como trabalho, educação e cultura. “Quero contribuir com uma sociedade em que pessoas trans tenham mais oportunidades, respeito e acesso a direitos básicos”, pontuou.
A terceira edição do Miss Universe Trans Brasil 2026 prestou homenagem aos 40 anos do título de Miss Brasil de Deise Nunes, a primeira mulher negra a vencer o concurso em 1986. Graziella destaca a importância de ocupar espaços e ampliar referências para as próximas gerações, afirmando que sua conquista traz uma responsabilidade de ampliar a visibilidade para pessoas trans. Seu próximo objetivo é preparar-se para representar o Brasil na competição internacional em 2027, focando na inclusão e oportunidades. “Acreditem no potencial de vocês, busquem preparação e não tenham medo de ocupar espaços”, concluiu, enfatizando que pessoas trans podem construir suas próprias trajetórias.
Fonte: oliberal.com
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