
Em meio hiperconexão, correria e ao cansaço emocional que marcaram a vida pós-pandemia, uma tendência ganhou força silenciosamente: transformar a casa em um espaço que acolhe, cura e desacelera. Não apenas um lar bonito, mas um refúgio energético desse desejo coletivo de suavidade. Surge a estética Soft Witch, um movimento que une espiritualidade leve, sensorialidade e simplicidade.
Como explica a especialista Sunna Taróloga, o mundo externo está barulhento demais. As pessoas estão exaustas de produtividade, carentes de silêncio e buscando suavidade. Nesse cenário, o lar deixa de ser funcional e passa a ser também emocional. Segundo Sunna, o Soft Witch é a espiritualidade traduzida para uma estética de aconchego, caracterizada por luz dourada suave, velas, plantas vivas, tecidos naturais e tons lavanda, verde sálvia e rosa – uma bruxaria doméstica sensorial, afetiva, quase terapêutica.
A tendência se diferencia de outras estéticas populares. O witchcore, também citado por Sunna, é mais teatral e simbólico, com iconografia forte e elementos associados à bruxa arquetípica. Já o dark academia aposta no intelectual e melancólico, dialogando com bibliotecas antigas e tons ocres, mais literário que espiritual. O Soft Witch, por sua vez, abandona a dramatização e se concentra em ser sagrado o suficiente para caber no cotidiano, como reforça a taróloga.
A origem do movimento é híbrida e multigeracional. Sunna explica que o Soft Witch nasce da fusão de tradições herbais, práticas da bruxaria verde e elementos da natureza, com movimentos contemporâneos como o cottagecore e o mindful living. Ou seja, combina ancestralidade com minimalismo suave, uma atualização moderna da ideia ancestral de que a casa deve ser um templo.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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