
A edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil divulgada nesta quinta-feira pelo Semesp, entidade que representa o segmento privado no País, revela quais são os cursos mais procurados pelos estudantes, sobretudo pela influência das mudanças tecnológicas e novas demandas do mercado de trabalho. O total de matrículas no País alcançou milhões de estudantes. A participação do setor privado atingiu 75% das matrículas, mantendo sua predominância.
Entre os anos de 2019 e 2020, a área que apresentou destaque no aumento do número de alunos em cursos presenciais da rede privada foi Computação e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), com crescimento de 5%. No ensino a distância (EAD), essa área cresceu 6% no mesmo período. O estudo destaca que a desaceleração da EAD não tem relação com a homologação em maio de 2019 do novo marco regulatório que impõe limitações e mudanças na modalidade.
Dos novos alunos da modalidade EAD, 70% estão na rede privada, comprovando o domínio do setor privado no ensino a distância. Quanto à distribuição etária no ensino presencial, o perfil permanece majoritariamente jovem, sendo que 50% dos matriculados na rede privada têm até 24 anos. Na EAD, essa faixa etária representa apenas 30%, enquanto se observa forte concentração de alunos entre 25 e 34 anos.
Uma possível razão para esse contexto é a forte presença das instituições com fins lucrativos na oferta da modalidade EAD. Elas representam 80% das instituições de ensino superior brasileiras e atuam na expansão dessa modalidade, ampliando o acesso por meio de cursos com mensalidades mais acessíveis e maior capilaridade territorial. Os dados do mapa ilustram a intensa migração dos alunos do turno noturno para a modalidade EAD ao longo dos últimos anos.
Fonte: oliberal.com
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