
Desde que modelos de linguagem como o ChatGPT se tornaram acessíveis ao público, a grande pergunta que mobilizou milhões de trabalhadores no mundo inteiro passou a ser: meu emprego vai acabar? Três anos depois, a resposta começa a se revelar mais complexa do que qualquer alarmista poderia supor.
Uma das interessadas no tema, por ser a maior desenvolvedora de inteligência artificial (IA) do mundo, a OpenAI divulgou recentemente o relatório AI Jobs Transition Framework (modelo de transição dos empregos na era da IA, em tradução livre), no qual se posiciona como observadora e orientadora dessa transição. Assinado pelo economista-chefe da empresa, Ronnie Chatterji, o estudo propõe uma nova forma de medir o impacto da IA no mercado de trabalho.
O relatório critica a abordagem dominante até agora, que para avaliar o risco que a IA representa para os empregos, se limitava a medir a exposição das profissões à tecnologia. Os estudos anteriores perguntavam quais tarefas desse emprego a IA consegue executar. Se a resposta fosse muitas, o emprego entrava na lista de ameaçados. O novo relatório propõe medir o que a IA vai efetivamente fazer com cada emprego, considerando regulação, preferências humanas, dinâmica de mercado e adoção real.
O modelo proposto pelos criadores do ChatGPT combina três fatores: o que a IA tecnicamente consegue fazer, se a função exige presença humana obrigatória e se serviços mais baratos.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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