
Zeneida Lima, nascida em Soure, no arquipélago do Marajó, no Pará, é a última pajé marajoara, compositora, escritora, poeta, ativista social e líder da Instituição Caruanas do Marajó Cultura e Ecologia (ICMCE), que atende quase crianças e adolescentes com educação, música, dança e preservação ambiental.
A ambientalista de anos foi anunciada pela Beija-Flor de Nilópolis como homenageada no Carnaval do Rio de Janeiro de . A história da paraense ganhou projeção nacional com o livro “O Mundo Místico dos Caruanas da Ilha do Marajó”, que inspirou o desfile “O mundo místico dos caruanas nas águas do Patu-Anu” da Beija-Flor, campeão em de fevereiro de . Desde então, ela criou relação com a escola e agora a história de vida dela será contada.
Zeneida relembra ter orientado a escola em : “Eu fui olhar nas energias das águas e vi que o problema era o carnavalesco. Tinha que trocar, além de fazer uma pajelança pra comunidade. Nós ganhamos o carnaval.” Zeneida conta que a pajelança surgiu na infância, quando foi raptada por ‘seres encantados’ e desapareceu por mais de dias em um processo de iniciação. “De lá para cá, eu fui iniciada como pajé e com anos eu já trabalhava com isso, curando as pessoas”, afirma.
Em , recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade do Estado do Pará (Uepa) pelas contribuições à cultura, educação e saberes amazônicos, além de ser retratada no filme “Encantados”, de Tizuka Yamasaki. Ainda jovem, Zeneida sonhava em acolher crianças carentes da região, sonho concretizado com a fundação da ICMCE: “Eu pude dar para essas crianças aquilo que não tive. Isso que eu não tive.”
Fonte: g1.globo.com
Compartilhe este conteúdo:
