
Cientistas da Universidade de Regensburg na Alemanha divulgaram recentemente uma descoberta que pode beneficiar quem está escrevendo sua autobiografia ou se preparando para um concurso público: nossas memórias aparentemente perdidas não estão destruídas, apenas temporariamente inacessíveis. Em um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), eles explicam como recriar mentalmente as condições originais – ambiente, emoções, pensamentos – presentes no momento em que a memória foi formada. Para os autores, as memórias antigas revividas com a técnica de restabelecimento do contexto temporal são tão acessíveis e fáceis de lembrar quanto aquelas mais recentes.
A recriação mental do local, sentimentos, pensamentos e ordem dos eventos no momento da formação da memória pode funcionar como um gatilho para o cérebro restaurar os acessos apagados pelo tempo. Utilizando o mito grego de Sísifo como analogia, o estudo sugere que ciclos recorrentes de rejuvenescimento são essenciais para manter a capacidade de recuperação das memórias por períodos mais longos. Tentativas de restabelecer o contexto temporal podem rejuvenescer as memórias antes que o esquecimento se estabeleça novamente (Karl-Heinz T. Bäuml et al, PNAS).
Para testar a eficácia das técnicas, os pesquisadores dividiram mais de mil voluntários em dois grupos: metade estudou passagens curtas de texto, enquanto a outra metade memorizou listas. Os resultados mostraram que a recriação mental do contexto temporal ajudou os participantes a lembrarem-se das informações com mais facilidade, demonstrando o potencial benefício dessa abordagem para processos de aprendizagem, reabilitação cognitiva e saúde mental de forma geral.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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