
A relação entre mudanças climáticas, território e modos de vida no arquipélago do Marajó será o tema central da edição do Vivências MAZ, projeto do Museu das Amazônias. O evento ocorrerá nesta sexta-feira (21), a partir das 14h, no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, localizado no Complexo Porto Futuro, em Belém. A entrada é gratuita, permitindo amplo acesso à programação.
O cronograma de atividades começará com a exibição do documentário inédito “Águas que Movem: Ilha do Marajó”. O filme, que explora os impactos das transformações climáticas no cotidiano da comunidade de Soure, foi produzido por meio de uma cooperação internacional envolvendo o Museu das Amazônias, o Museu do Amanhã, do Rio de Janeiro, e o Science Museum, de Londres, com o apoio do British Council. A produção destaca as experiências dos moradores do arquipélago e relaciona as transformações ambientais ao modo de vida das comunidades locais.
Após a exibição, será promovido um debate que abordará temas como justiça climática, preservação dos saberes tradicionais e o papel das instituições culturais na discussão sobre a emergência climática. O debate contará com a presença de importantes figuras, como a jornalista e especialista em comunicação científica na Amazônia, Alice Martins, e a curadora do Museu das Amazônias, Joice Ferreira, bióloga e pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental. Também participará Julia Maria, liderança comunitária da Vila do Pesqueiro, em Soure, que atua no enfrentamento à erosão costeira na ilha.
A mediação do debate ficará a cargo da arqueóloga Erêndira Oliveira, do Museu Paraense Emílio Goeldi, que integra a comissão curatorial do MAZ. Às 16h, a programação seguirá com a oficina gratuita “A Segunda Imagem”, ministrada pelo fotógrafo paraense Márcio Nagano. A atividade propõe uma experiência interativa baseada no retrato e na percepção sobre o outro, onde os participantes serão organizados em duplas para fotografar um ao outro e, posteriormente, compartilhar histórias e memórias relacionadas a seus percursos de vida.
Fonte: oliberal.com
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