
Motociclistas responderam por 50% das mortes no trânsito no estado de São Paulo no primeiro trimestre de 2022, segundo dados do Infosiga, sistema do Detran-SP. O índice mostra o avanço da participação desse grupo nas fatalidades, há dez anos eles representavam cerca de 30% dos óbitos.
Esse cenário se torna mais crítico nas cidades onde a motocicleta passou a ocupar um papel central nos deslocamentos cotidianos e na prestação de serviços. As vias urbanas concentraram 60% das mortes no trânsito paulista no primeiro trimestre. Além da fragilidade do motociclista que não conta com a proteção de um veículo, há uma infraestrutura urbana ainda pouco adaptada para a convivência segura entre diferentes modos de transporte.
Pavimento irregular e sinalização insuficiente são problemas comuns, explica Isabela Carcinoni, engenheira civil especializada em segurança viária e representante do Maio Amarelo em São Paulo. Promovido pelo ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária) e coordenado pela Senatran, o movimento busca conscientizar a sociedade quanto ao alto índice de mortes e sinistros no trânsito. A edição deste ano também aponta os motociclistas como grupo mais vulnerável.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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